Garoto de 13 anos comete suicídio e deixa carta emocionante para os pais

Entretenimento | 11 de julho de 2017 por Gustavo Camargo

Temos que tomar muito cuidado com brincadeiras que fazemos com as pessoas no nosso dia a dia, se não soubermos medir o que é brincadeira ou não, podemos estar praticando bullying, mesmo se esse não for o objetivo.

utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos, causando dor e angústia e sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder. Bullying é um problema mundial, sendo que a agressão física ou moral repetitiva deixa sequelas psicológicas na pessoa atingida.

Daniel Joseph Fitzpatrick, de apenas 13 anos, infelizmente acabou tirando a própria vida. Daniel foi encontrado morto por enforcamento ocasionado pelo seu próprio cinto.

Antes do acontecimento, o garoto escreveu uma carta de despedida para seus pais, que logo os responsáveis  o tornaram pública recentemente. Nela, ele descreve claramente como seus supostos “amigos” do sexto ano, se viraram contra ele, o maltratando. “Anthony descontava tudo em mim. Todos os dias, John, Marco, José e Jack faziam bullying comigo, brigavam comigo, um dia até quebrei o dedo”, escreveu Daniel em sua carta. O motivo de tantas brincadeiras, era o peso de Daniel, seus notas e por ele não ser tão forte quanto os outros garotos. “Eu desisti… Os professores também não fizeram NADA”. Disse o garoto na carta.

“estou escrevendo para contar minha experiência na Holy Angels Catholic Academy.  A primeira vez, foi tudo bem. Muitos amigos, boas notas, vida ótima. Só que eu mudei e voltei para escola e isso foi diferente. Meus antigos amigos mudaram. Eles não falavam comigo, nem gostavam de mim. A 6ª série veio. Anthony, meu amigo, não se deu muito bem e eu também. Mas Anthony resolveu descontar isso em mim”.

“Ele praticava bullying contra mim ao lado de John, Marco, Jose e Jack. Faziam isso constantemente, até que eu entrei em uma briga com Anthony. Todos pararam, exceto John, ele estava com raiva. Eu acabei tendo que tirar raios-x do meu dedo por causa de John. Acabei brigando com ele e tive meu dedo mindinho fraturado”.

“Ele acabou tendo problemas. Para mim, nenhum problema. Mas eles continuaram. Eu desisti dos professores também. Eles não faziam NADA. Não brigavam com eles e ainda quando eles arranjavam problemas, eu que levava a culpa e tinha problemas. Anthony estava bravo comigo porque acreditava que eu fiz ele falhar. Mrs. McGoldrick não fazia nada”. 

“Contei para todos os professores, que não fizeram nada. Exceto Ms. D’Alora. Ela era a professora mais legal de todas. Ela entendia e fez alguma coisa, mas isso não durou muito. Eu queria sair, eu implorei, pedi eventualmente.  Eu falhei, mas eu não me importava. Eu estava fora e era tudo o que eu queria”.

“A história do meu filho está aí para o mundo todo ver por quanta dor ele passou”, disse o pai de Daniel em um vídeo de 18 minutos publicado em seu Facebook. “Nenhum pai deveria ter que enterrar seu filho. Nenhuma criança deveria passar pelo que o meu filho passou.” No vídeo, o pai do garoto, que também se chama Daniel Fitzpatrick, condenou tanto os garotos que faziam deliberadamente bullying, quanto a escola católica, que sempre dizia ao adolescente: “vai ficar tudo bem… essas coisas passam”, sempre que Daniel buscava ajuda da direção.

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Fonte(s): UOLWiki
Imagens: HV
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