Esse homem ficou perdido na selva por dias e foi resgatado de uma maneira inesperada

Curiosidades | História & Lugares | 4 de abril de 2017 por Lucas Fenrir

Existem histórias de vida que mais parecem enredos de filme. São aventuras tão incríveis que parecem ser mentira. Mas aconteceram! É exatamente o caso desta história, que ocorreu na Amazônia, e você vai conhecer agora.

Em fevereiro deste ano, na Amazônia Boliviana, um grupo de turistas realizava um passeio no Parque Nacional Madidi. Logo na primeira noite, algo estranho aconteceu ao grupo. Um homem chamado Mayckool Jhovan desapareceu de sua barraca, sem deixar nenhum rastro.

Porém, seus amigos já suspeitaram de algo. Logo no primeiro dia na floresta, Mayckool ficou agitado, meio paranoico, estranho. Ele nem mesmo quis realizar uma cerimônia de adoração à deusa da Terra (Pachamama), que é algo típico dos moradores da região. Era como um agradecimento, pedindo à deusa para entrar na floresta.

No folclore boliviano, a floresta amazônica é um local poderoso, cheio de seres místicos, responsáveis por histórias boas e ruins. O folclore é tão intenso que até mesmo as forças policiais respeitam essas entidades.

Por isso, os amigos acharam que Mayckool havia desafiado à deusa, e havia recebido uma punição. Eles acreditavam que a entidade havia mandado algum ser mítico para levar Mayckool para outra dimensão.

Eles tinham certeza de que o amigo havia sido raptado pela divindade, por isso pediram ajuda a dois xamãs locais. Eles ficaram encarregados de ajudar o jovem a retornar para esta dimensão. Enquanto os xamãs fizeram uma homenagem à deusa, pedindo desculpas, o grupo continuou vasculhado a floresta em busca do amigo.

E fizeram isso por mais de uma semana.

Depois de seis dias, eles encontraram a primeira pista: uma meia de Mayckool. Os xamãs acreditaram que era uma ligação com a alma do homem desaparecido.

Eles continuaram a busca. Ele foi encontrado ao fim de nove dias de busca.

Mayckool estava vivo, a apenas 800 metros do acampamento. Ele estava muito desidratado, cheio de picadas de mosquitos. E o mais incrível: uma história magnífica para contar!

História de Mayckool

Ele ficou muito assustado com esses rituais, com a floresta e com um grupo de pessoas desconhecidas.

Na noite em que desapareceu, Mayckool estava ansioso e muito inquieto. Ele sentiu um vontade incontrolável de abandonar o seu grupo e entrar floresta à dentro. Ele conta que simplesmente começou a correr, sem calçados, sem telefone, sem lanterna, para poder correr mais rápido. Depois de correr muito, ele parou debaixo de uma árvore para recuperar o fôlego, e percebeu o que havia feito.

Ao tentar voltar, já era tarde demais. Ele ficou desesperado, sentou-se ao lado da árvore e algo extraordinário aconteceu: um pedaço de fruta caiu ao seu lado. Ele olhou para cima e viu olhos o observando através das folhas da árvore. Eram macacos!

Ele não sabia por quê os animais jogaram a fruta para ele, mas resolveu prová-la. Depois de comer, os macacos jogaram outro pedaço. Ele logo percebeu: os macacos estavam cuidando dele.

Durante todos os dias seguintes, os macacos derrubaram frutas ao lado dele, e até o levaram a um lugar onde havia água e um abrigo para ele repousar.

Sem os macacos, Mayckool com certeza teria morrido de fome e sede. Mas o senso de “solidariedade” dos Macacos o salvou. Ele não soube explicar como essa relação se deu, nem por quê aqueles primatas cuidavam dele. Mas houve uma conexão fortíssima!

Cuidadosamente, eles o guiaram pela selva até ser encontrado pelo grupo.

Os moradores locais ainda acreditam que tudo foi obra da deusa da floresta, que o sequestrou, mas Mayckool sabe que não foi assim.

Se realmente existem espíritos e divindades boas e más nas florestas do mundo, não sabemos. Mas Mayckool sabe que existem animais espirituosos e incríveis, como os Macacos que salvaram sua vida.

E então, leitor(a), o que achou da história de Mayckool? Acredita na história dele? Qual será que foi a razão para os macacos terem feito o que fizeram? Deixa pra gente nos comments (:

Fonte(s): Não Acredito
Imagens: Não Acredito
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