7 coisas bizarras que aconteciam na era medieval e não são contadas nos filmes

História & Lugares | Mistérios & Horror | 29 de junho de 2016 por Magno Oliver

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Muitas coisas bizarras aconteciam na Era Medieval e isso não era repassado nas aulas de história e muito menos nos cinemas, você sabia? Na escola, os professores podem ter te ensinado  alguns conhecimentos de forma errada sobre a Idade Média. Você sabe quais foram as formas de tortura mais cruéis dessa época? Aqui no site do Ultra Curioso, nós já exibimos estas matérias para você.

Depois de ler esta matéria, você vai agradecer por não ter vivido naquela época. Você sabia que os nobres usavam perucas feitas de lã e que os banheiros eram tão nojentos que chegavam a provocar queimaduras no corpo das pessoas por conta da alta emissão de gases que os excrementos eliminados em grande quantidade produziam?

Nossa redação aqui do Ultra separou para você uma listinha com algumas coisas bizarras que aconteciam na era medieval e não são contadas nos filmes e nem nas salas de aula. Confira:

1 – Doenças

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Naquele período, a medicina ainda não era tão avançada, em termos de tecnologia, estudos científico e métodos avançados no tratamento de doenças, e contrair uma doença seria tudo que você não gostaria de adquirir.

Os sintomas de uma doença qualquer eram diagnosticados como sendo os de uma outra e, nos casos mais extremos, alguns pacientes chegavam a ser exilados do resto da população porque os médicos achavam que eles estavam com doenças graves que podiam comprometer a saúde dos demais cidadãos.

As pessoas confundiam Lepra com psoríase, cicatriz no nariz com sífilis e, nos casos em que o quadro era mais complicado, as mulheres grávidas que tinham verrugas ou marcas de nascença acabavam indo para fogueira, por exemplo.

2 – Ficar desempregado era bem pior que nos dias atuais

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Sair da região onde morava para procurar emprego era interpretado como uma má ideia, naquele período. As autoridades confundiam as pessoas com baderneiros e forasteiros “suspeitos” e isso acabava gerando muitas prisões e condenações simplesmente por estar saindo da região onde mora para buscar um emprego.

As punições chegavam a ser aplicadas com chibatadas. Em 1547, a lei foi modificada e recompensas pela captura das pessoas pobres eram oferecidas.

Tempos depois, o governo alterou o quadro de leis novamente e começou a oferecer assistência social para os desempregados, com a condição de que eles usassem um bordado com a letra P nas roupas para indicar a condição de pobre(a letra P vem da palavra poor, em inglês).

3 – Temperos eram usados como narcóticos

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Até os temperos tinham função de moeda de troca, entre os povos da Era Medieval, por conta da dificuldade de serem encontrados.

Gengibre, açafrão, canela, sal, pimenta e cravos da Índia eram tidos como especiarias valiosas para temperar a comida e até mesmo serem usados como narcóticos.

Essa tradição de usar temperos como entorpecentes começou nos rituais religiosos, onde estes ingredientes eram queimados e as pessoas aspiravam a fumaça emitida.

Até mesmo no casamento de um duque famoso, cerca de 175 kg de pimenta, 129 kg de gengibre, 93 kg de açafrão, 92 kg de canela, 42 kg de cravos da índia foram usados não como tempero para as comidas da festa, mas sim como itens empilhados e expostos para a população admirar apenas por plena ostentação.

4 – Sanitários

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Se você já usou um banheiro químico em alguma festa ou evento e se deparou com algo dentro do vaso, então já vai ter sentido como era exatamente os banheiros na era medieval.

Por ter um grande fluxo de pessoas usando e ser um tipo de estrutura totalmente exposta ao ar livre, usar banheiro era uma atitude com grandes riscos de contaminação.

Segundo os registros, os banheiros romanos eram feitos por uma espécie de plataforma escorregadia de pedra que passava por cima de um rio cheio de fezes e urina de outras pessoas.

A quantidade de fezes e urina depositadas nos banheiros eram tão grandes que uma grande emissão de gases começou a ser expelida pelos grandes buracos a céu aberto e haviam relatos de pessoas que chegaram a queimar o corpo por conta das altas emissões de metano.

5 – A violência entre as pessoas

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Uma discussão qualquer, naquele período, resultaria em muito sangue e corpos machucados ou até mortos.

Se na escola uma briga entre alunos termina em advertência ou suspensão por 3 dias, naquela época, as pessoas usavam espadas para resolver os seus conflitos.

Os registros apontam que na data de 1229, estudantes haviam brigado com donos de uma taverna de vinho e os clientes tomaram o lado dos proprietários em defesa, deixando os jovens em desvantagem numérica.

No dia seguinte à confusão, o grupo de jovens voltou armado e a coisa não terminou muito bem. Na faculdade de medicina de Oxford, as guerras e até pequenas facções eram consideradas coisas normais e rotineiras.

6 – Perucas

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Do Egito Antigo ao seu auge, nos séculos XVI e XVII, as perucas marcaram época e ficaram consagradas como ícones daquela época.

Elas foram criadas por questões higiênicas e para proteger os nobres do frio, mas por conta da dificuldade de encontrar fios naturais, muitas delas eram feitas com crina de cavalo e de bode.

O topo era feito de cabelos encaracolados e as laterais de um conjunto de plantas. As pessoas que não conseguiam pagar por uma peruca de verdade usavam um modelo feito de lã.

7 – Banho

Banho 05, o exemplo religioso do banho do Menino Jesus mostra o empenho da Igreja em estimular a higiene

O banho na era medieval não era muito bem visto pelas pessoas. Os médicos achavam que a água, principalmente a quente, debilitava o nosso corpo, possibilitando que insalubridades adentrassem pelos nossos poros e assim transmitissem várias doenças.

A ideia era de que uma camada de sujeira protegia as pessoas contra as doenças e que a higiene pessoal devia ser feita “a seco”.

Você teria coragem de viver na era medieval? Mande seu comentário para gente!

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